sábado, 28 de junho de 2008

A árvore do conhecimento

Ontem li um artigo na net que falava, entre outras coisas, na concessão da virgindade eterna (a uma terra), como se de um prémio se tratasse. Lembrei-me de imediato de um programa de rádio onde, com grande estupefacção minha, se afirmava que o principal motivo da impotência sexual masculina residia na emancipação sexual feminina. Fiquei tão chocada que não avancei no sinal verde, e pior, interpretei as buzinadelas que não tardaram a surgir como um protesto pelo que eu tinha acabado de ouvir (nada impedia de estarmos, em fila, a ouvir a mesma estação de radio!).
O facto é que os estudos efectuados identificam que o facto das mulheres terem mais do que um parceiro sexual ao longo da sua vida provoca, nos homens, um sentimento parecido com a angústia de não ser tão bom quanto os outros, afectando o seu desempenho sexual. Uma coisa é certa: fiquei desde logo esclarecida sobre o motivo pelo qual eles sonham tanto com a virgindade, facto que até àquele momento não tinha entendido (e cá entre nós eles também não).
Agora digam lá se não é injusto imputar à experiência, ao saber, ao desfruto do prazer da arte de bem amar, esta responsabilidade! Primeiro acusam-nos de não sermos boas na cama, de sermos preconceituosas, de não sabermos dar e receber prazer, de terem de procurar fora de casa o prazer que as parceiras não lhes conseguiam dar, tendo mesmo de recorrer a conhecedoras mais tecnicamente certificadas, etc, etc.
Agora acusam-nos de saber demais, de exigirmos "aquela qualidade" que eles afinal não nos conseguiam proporcionar e que nós não conseguíamos verbalizar, por puro desconhecimento.
Ele há coisas do arco da velha.
Mas acalmem-se, homens deste mundo: nós temos "aquela" velha paciência para vos ensinar a serem exactamente tudo o que queremos que sejam.

3 comentários:

Teresa Durães disse...

ena, não sabia de nada disto lol

AC disse...

Ai que saudades dos tempos em que por muito menos que isto se ardia em fogueiras... :)

Sim, é MAIS UM pedaço de drama que podes juntar aos fragmentos que compoem o Machismo, mas parece-me que ponderados os factos o homem não preferirá a inexperiencia.

E olha que esse teu remate... preferes ter um gato ou um bibelot?

Beijo

Sofia disse...

Mas existe, Teresa, imagina.
Dias: gatos há 7, às vezes 8 (há um que vai e vem), mas não os tenho: trato deles e eles dos ratos e bichos afins; bibelot só dá trabalho a limpar o pó e tira espaço aos livros nas estantes. O resto que cá está, preenche-me grande parte das horas.
:)
Beijos