segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Tu, eu e o fim


Tu e eu somos assim
Vivo eu
E tu através de mim.
E
As lágrimas
Que irás esconder
No mar
As palavras
Que irás soprar
No vento
O beijo
Que irás manter
Em pensamento
O desprezo no desespero
Do grito
Quando te perderes em mim
Revelarão o silêncio
A arma com que escondo a minha culpa
A que chamo dignidade.
Será assim,
Quando tu e eu
Tivermos um fim.

2 comentários:

Teresa Durães disse...

(não sabia que a menina escrevia poesia).

os fins têm de ser cumpridos.

Graciela Caldeira disse...

Não escrevo; é coisa de me sai de vez em quando durante a noite... qual Xerazade a embalar os fantasmas das brumas da ria formosa.