segunda-feira, 9 de junho de 2008

Alucinante...

Alucinantes são aqueles dias em que falamos sobre o que não queremos, estamos com quem não queremos estar, fazemos o que não pensávamos fazer e depois de tudo ter acontecido até nem nos pareceu assim tão mau.
Alucinante é (também) quando acontece exactamente o contrário: é delicioso recordar quando fomos expectantes para uma dada situação (tal como se fossemos dar uma dentada numa torrada banhada de compota de morango) e voltamos defraudados, feridos pelo encontro com uma realidade que não foi assim imaginada...
Pungente!
Ainda não sei qual das duas situações prefiro, mas acho que a segunda. Já vos tinha falado da minha paixão por Platão, lembram-se (o post é longo, eu sei...)?
É que na primeira situação a sensação dominante é a surpresa. E ponto final parágrafo. Na segunda é uma série delas: a estupefacção, o desalento, uma dor profunda no peito e uma bola de ar que se instala na garganta. E o riso. O riso profundo de cada vez que nos lembramos do ridículo da nossa posição, das nossas expectativas, de estar onde ninguém mais quer que estejamos, a não ser nós próprios e a nossa teimosia. Suponho que isto se define por "fazer a festa e lançar os foguetes".
Um must!

Um comentário:

Sofia disse...

Correndo o risco de ser a primeira bloguista a comentar em primeira mão o seu próprio post, especifico que a bola de ar na garganta não se deve à dentada mal degustada na torrada com compota de morango, mas ao facto da mesma ter caído ao chão antes de ter cumprido o destino para o qual fora concebida...